Mãe X Profissão

A vida é feita de fases! Atualmente estou na fase gravidez… pois é minhas amigas estão casadas ou casando e o filhos chegando (não necessariamente nessa ordem!). Com filhos e a mudança de vida que eles requerem, sempre vem a dúvida se a mãe deve abrir mão da vida profissional ou se deve seguir com todos os papéis: mãe, profissional e esposa.
Bom, nada tem regra e cada um deve fazer o que for melhor para sua consciência, cada um sabe o que é melhor para a familia! O problema é que quando estamos na idade do vestibular, de escolher profissão nunca imaginamos que esse dia chegará e normalmente nossos sonhos profissionais se resumem a satisfazer aos nossos pais, vish! Pais também erram.. ja escutei tanta coisa… “Ah! Meu filho tem que escolher uma profissão que dê dinheiro” ou “É mais fácil seguir a profissão do pai que já trilhou um caminho”. Quando eu estava nessa fase, ninguém me lembrou que um dia eu seria mãe e não tem preço poder acompanhar o crescimento da minha filha. Tá certo que existem muitas coisas em jogo, mas na hora de escolher a profissão sempre acho muito melhor o conselho do meu pai “Escolha algo que você goste! Se você fizer algo que goste para o resto da sua vida, com certeza terá sucesso profissional”.  Ainda acrescento, se não tiver tanto dinheiro quanto desejar, pelo menos será feliz! E isso não tem preço!
Bom, voltando ao tema! Uma alternativa super legal pra nós, mães, é trabalhar de casa! Segue um texto publicado no site “Pequenas Empresas, Grandes Negócios!” Aproveite!

Advogada decide trablhar de casa para ficar mais perto da filha


Por Bia Costa
A advogada Patricia Pires de Araujo, consulta livros jurídicos em seu home office no bairro de Pinheiros em Sao Paulo

Entre a cafeteira na cozinha e seu escritório, a advogada Patrícia Araújo avança poucos metros. Em sua mesa de trabalho, que fica centralizada em um home office de 6m por 4m, Patrícia verifica na internet seus possíveis compromissos no Diário Oficial, checa seus e-mails e começa o dia, que tem, em média, 10 horas de trabalho.
Nesse período, ela faz alguns intervalos: pausa para almoçar na copa enquanto acompanha algum programa na tv e, ao mesmo tempo, monitora a rotina da casa e de sua filha de 14 anos. Ver a garota crescer e estar perto dela por mais tempo foi uma das principais motivações de Patrícia para transferir de vez seu escritório para o lar. “Eu vivia trazendo trabalho para casa, inclusive os pesados livros de consulta, e ainda tinha que enfrentar congestionamentos diários para ir ao escritório”, diz a advogada, que trata de casos cíveis, trabalhistas e ambientais.
O espaço hoje usado como home office era antes uma sala de televisão. Patrícia conta que teve poucos gastos para transformar o espaço caseiro em local de trabalho e diz que hoje só divide o escritório com Blanche – uma de suas poodles que adora ficar por ali. “É ótimo poder cuidar da vida e do trabalho ao mesmo tempo.”
A solidão típica que aflige os profissionais que trabalham em casa é aplacada por alguns telefonemas para amigos e trocas de mensagens por e-mail e messenger. “Às vezes, uma amiga que tem o mesmo estilo de vida que eu vem à minha casa com seu lap top para compartilhar ideias e opiniões de trabalho. O convívio com os colegas de trabalho é uma das coisas que faz falta”, diz Patrícia ao mencionar o isolamento comparado a um escritório com vários advogados.

 
Para amenizar a solidão de trabalhar em casa, Patrícia Araújo fala com os amigos por telefone, e-mail e messenger

A liberdade obtida com a opção de advogar em casa desde 2005 inclui passar o dia de pantufas, se assim desejar, ou aproveitar eventualmente o sol na beira da piscina munida de seu notebook com conexão wireless, sem nem pensar em trânsito. Isso às vezes a faz se sentir distante da realidade paulistana, cheia de pressa, estresse e insegurança. “Há ocasiões de trabalho intenso em que eu fico sem sair de casa por mais de dois dias e quando vejo a cara da rua é um choque”, confessa. Para combater esse isolamento, um passeio com os cachorros é suficiente.
Também acontece de algumas pessoas mais íntimas, sobretudo os mais velhos, acreditarem que trabalhar em casa não é algo sério. Pensam, inclusive, que ela está disponível para uma bate papo ao telefone no meio do dia. “Tem esse inconveniente. Muita gente acha que eu passo o dia sem fazer nada”, diz.
Financeiramente, a decisão de abandonar o escritório pode não ter representado grande impacto no orçamento, mas mesmo sem colocar na ponta do lápis, a advogada lembra que a antiga rotina incluía despesas adicionais de luz, telefone, conexão de internet, estacionamento, gasolina, alimentação fora de casa e espaço – que era próprio, mas acabou sendo alugado depois.
Seu escritório hoje ocupa cerca de 10% da área da casa, mas não foi sempre assim. Em uma experiência anterior, num apartamento, o local de trabalho era na sala de estar, dominava mais de 30% do lar e não havia uma porta para se isolar dos ruídos da rotina. “Foi uma experiência ruim, mas durou pouco.” O suficiente para Patrícia passar a detestar apartamentos.
Mesmo trabalhando hoje em um ambiente pessoal e acolhedor, a profissional conta com toda a funcionalidade que a profissão demanda. Os arquivos físicos estão por perto, assim como os livros de consulta, que ficam na estante. Além do notebook, ela tem um PC tradicional, onde também armazena, por segurança, todos os estudos, projetos e processos redigidos.

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