Moda infantil de luxo

Texto by modaspot.abril.com.br

Grifes em versão PP

Incentivadas pelo exército de fashionistas famosos em tamanho PP – que servem como outdoors ambulantes – várias marcas de luxo nos últimos anos lançaram suas linhas infantis. Quem começou a brincadeira foi Stella McCartney, em outubro de 2009, com uma coleção feita para Gap Kids (como esquecer o casaco militar azul que imitava o visual dos Beatles na capa do disco Sargent Pepper´s Lonely Heart Club Band?).
Para as grifes badaladas, que sempre voltaram suas atenções para o público feminino, a moda infantil é um ótimo negócio. As peças de crianças custam tanto quanto as de adultos, mas a primeira leva significantemente menos matéria-prima. Ou seja, rentabilidade altíssima. “Outro ponto que ajuda é a alta frequência de substituição”, acrescenta Sílvio Passarelli, diretor do Programa de Gestão do Luxo da FAAP. “Adultos têm uma certa estabilidade corpórea e podem usar a mesma roupa por anos, enquanto crianças passam pelo processo de crescimento e precisam sempre renovar o guarda-roupa.”
Diante de um panorama tão positivo, Gucci, Paul Smith, Issa London, Jean Paul Gaultier e Fendi seguiram o mesmo caminho de Stella, que abandonou as parcerias para inaugurar sua própria linha infantil. A Burberry, que já oferecia roupas de crianças, reforçou sua publicidade: a coleção infantil de Verão 2011 ganhou vídeo e fotos com a mesma qualidade da campanha da Burberry Prorsum. Por aqui, Ronaldo Fraga, Cris Barros, Isabela Capeto e Alexandre Herchcovitch se aventuraram na modinha. Em 2007, Valentino criou uma versão pequenina de uma das bolsas favoritas de Angelina Jolie para que a atriz e sua filha Zahara saissem de parzinho pelas ruas.

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