Na rotina: mãe, a melhor médica do mundo!

Dia desses estava lendo uma história de mães blogueiras (não sei até que ponto expor coisas para desconhecidos faz bem), mas o que importa é que existe uma comunidade de mães que se juntam por afinidades, quer seja a presença de filhos com problemas, gestações múltiplas e por ai vai. O que me chamou a atenção foi uma mãe que teve quádruplos e sendo que um deles teve paralisia cerebral, ou seja, é muito comprometido do ponto de vista motor e cognitivo, pelo que pude entender. Entre tantas histórias desse filho especial, internações, diagnósticos médicos, exames, etc pensei em fazer esse post.
Vamos ao assunto! Desde que a Soso nasceu venho percebendo que mães precisam ter um bom senso e existem muitas horas que temos que usar nosssa autonomia perante os médicos. A medicina é ótima sei que muita tecnologia e bons profissionais ajudaram muito nossa caminhada até agora, mas por diversos momentos tive que dar “um basta”. Esse negócio de ter uma filha com o diagnóstico em aberto pode ser sofrimento pra muita gente, mas temos motivos para isso.
Essa história começa na UTI quando Sofia nasceu, tinha dias que chegava de manhã e tinham coletado mais uns 10 exames da minha filha, questionava pouco e sabia que eles estavam dando o máximo pra manter meu bebê bem. Aquele negócio todo me mordia, porque tenho uma visão holística da maternidade e tudo aquilo desafiava tudo que acreditava e justo com meu baby!
Passado o sufoco! Ela veio pra casa, ai pensei: “agora sim, um bebê precisa de carinho, mãe, comida e muito amor” pronto, Soso sempre teve tudo, mas em casa as coisas funcionam bem melhor! Ai que descobri que ela é um bebê que foge dos padrões, tem crescimento diferente, algumas más formações, como diz nossa pediatra a Sofia é diferente e desafia tudo que se aprende na literatura de medicina (essa sim fala a minha língua!).
Para qualquer um seria o fim perceber que a cada exame surge algo diferente do padrão em nosso baby, mas hoje levamos na maior brincadeira porque sabemos que a Sofia veio com a carcaça necessária para ela realizar o que tem que realizar nessa vida (seguir o karma dela) e esse negócio de ser diferente dos outros é bem legal também. Não procuramos ensinar aos nossos filhos para não ficar comparando os outros? Então aprendemos na prática que cada um é diferente e isso que nos faz crescer e aprender, como diz um desenho no Discovery Kids: “Se todos fossemos iguais, que graça teria?”.
No momento em que achamos necessário demos um basta em exames e diagnósticos, pois nenhum deles iria fazer nossa filha seguir o padrão, ela é super saudável, come, brinca, faz birra, fica brava, tem problemas normais: gripes, resfriados (que nela pode dar mais trabalho) e mais importante que isso, tem sua própria curva de crescimento, linda, como ela!
Obvio que não foi fácil falar “não” pra muita gente que estudou e se julga muito sábio, mas depois de alguns deslizes, nós, pais confiamos mais na gente! A pior coisa do mundo é você tomar a atitude errada seguida pela opinião dos outros, ai fica a culpa o resto da vida (“poderia ter seguido o que penso”!); agora não há nada mais libertador do que tomar a atitude baseado no que você pensa, se der errado pelo menos você aprende e não fica aquela culpa terrível e se der certo? É o esperado… afinal somos muito mais que físico, temos todas as respostas dentro de nós, se pararmos pra nos escutar! Estamos muito felizes, os acertos são bem maiores que os erros e aprendemos diariamente com os dois!
Boa sorte para você!

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>