Yoga na gravidez

Algumas pessoas já me perguntaram “Como você consegue?”. Todas que somos mães sabemos que podemos e conseguimos! No meu caso tive o atalho do yoga me ajudando o tempo todo. Hoje penso o que seria de mim sem essa LINDA FILOSOFIA de viver! A prática diária no mat pode estar um pouco esquecida por causa do dia-a-dia ocupado que a Sofia tem, mas com certeza tento viver o máximo do meu dia pelo yoga, mas o segredo mesmo é sempre pensar que tudo de melhor irá acontecer. Aqui algumas dicas para as grávidas, um texto lindo! Dá até vontade de ter outro baby… Em breve posto Dicas simples do yoga para todo dia!

Para ler o texto completo acesse:
Yoga e Ayurveda – uma gestação mais feliz e integrada

Para o Ayurveda a preparação para uma gestação saudável e feliz deve começar bem antes do período de concepção. Mas como a maioria não planeja nada e muitas vezes é surpreendida por um teste positivo, a incursão à prática de Yoga pré-natal será mais do que o suficiente e ricamente benéfico tanto para mãe quanto para o bebê. A indicação de atividade física e em especial do Yoga é quase uma unanimidade entre obstetras, adeptos ou não do parto humanizado e natural.

Alguns dos benefícios do Yoga na gestação são: proporciona uma gestação, um parto e pós-parto mais saudáveis e tranquilos, redução do estresse da ansiedade; relaxamento; consciência do novo Ser que se desenvolve dia a dia; melhora da circulação sanguínea e linfática; fortalece o assoalho pélvico; ajuda na preparação dos seios para amamentação; melhora a respiração e a oxigenação para o bebê; readaptação ao novo eixo de gravidade, entre outros.

Sparrowe (2002) enfatiza, “Embora o Yoga em geral crie espaço para o bebê dentro do seu corpo, o Yoga pré-natal cria espaço para o bebê em sua mente.” Cada gestação é única e o Yoga servirá como a chave do tesouro. Balaskas (1993) complementa que a ênfase durante a gravidez deverá repousar sobre o desenvolvimento da responsabilidade e da confiança no próprio corpo e no aprender a descobrir seu potencial instintivo para dar à luz e se tornar mãe.” Assim sendo, adentremos o maravilhoso mundo das dez luas gestacionais, tempo considerado como necessário para uma gravidez a termo.

Certifique-se que esteja tudo bem entre você e sua mãe e com o seu nascimento (muitas complicações em trabalho de parto advém dos traumas do nosso próprio nascimento), assim como entre você e seu companheiro. Veja como ele se sente com o fato de ser pai, quais são seus medos, inseguranças e cheque seu desejo ou não em acompanhá-la no parto.

A maior sabedoria é aprender o momento de falar, de ouvir e de se calar. Algo que conquistamos com a prática, principalmente do brahmacharya, a moderação. Nem tanto ao céu nem tanto a terra. Com sinceridade, com carinho e sem violência, ahimsa. Falando na hora certa sem roubar o tempo dos outros desnecessariamente, praticando asteya.

Cultivando a não possessividade, aparigraha; respirando e reflitindo algumas vezes antes de responder a alguém com a primeira coisa que vier a cabeça. Talvez, a melhor decisão seja sair para dar uma volta, arejar a cabeça e só depois reiniciar a conversa. O que muitas vezes pode exigir esforço e disciplina, tapas, para não seguir um impulso, o que na maioria das vezes é o reflexo de padrões que nos mantém presos ao ciclo de samsara, nossa existência condicionada. Liberte-se! Permita crescer como mulher e expandir esse bem-estar a toda sua família de dentro para fora.

Chopra (2006) aconselha, “Leia histórias encantadoras e poesia sensível em voz alta para seu bebê e ouça músicas bonitas e relaxantes todos os dias. […] Preste atenção aos sinais de estresse que perceber ao longo do dia e aplique compartamentos de redução de estresse para minimizar os efeitos prejudiciais do estresse sobre você e seu bebê por nascer. […]Ponha as mãos sobre a barriga algumas vezes ao longo do dia e envie pensamentos amoroso a seu bebê por nascer.

Estar grávida não é uma doença e parir não deveria ser visto como um calvário ou certeza de sofrimento.
Bertheat e Brung (1997) explicam que “…não é a contração que dói. É a dor que trazemos dentro de nós, oculta. O que a contração revela é o sofrimento da própria pessoa.”. A mulher ao parir se expõe a toda sua história como um momento de comunhão e de reconhecimento, onde não há mais barreiras entre o consciente, subconsciente e insconciente, e ali tudo que vinha guardado emerge a superfície. A forma que isso se dará varia, por isso que algumas mulheres relatam dores insuportáveis e outras não sentem dor alguma, ou até sentem prazer, como foi relatado no documentário Orgasmic Birth.

——————————————————–
Ana Paula Malagueta Gondim é Educadora Perinatal, doula voluntária do Amparo Maternal, professora de Yoga pré-natal, pós-parto, baby Yoga e shantala..
Contato: www.hathayogastudio.com.br, aninha_malagueta@hotmail.com

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado Campos obrigatórios são marcados *

Você pode usar estas tags e atributos de HTML: <a href="" title=""> <abbr title=""> <acronym title=""> <b> <blockquote cite=""> <cite> <code> <del datetime=""> <em> <i> <q cite=""> <s> <strike> <strong>